Existe uma diferença sutil, mas muito perceptível, entre um rosto jovem e um rosto que apenas parece jovem. O rosto jovem tem tecidos firmes, contornos definidos, uma linha de mandíbula clara e um pescoço sem flacidez. Com o passar dos anos, a gravidade, a perda de colágeno e o envelhecimento natural dos tecidos profundos vão apagando esses marcos, deixando o rosto com um aspecto de cansaço ou descida que nenhum creme ou procedimento minimamente invasivo consegue reverter por completo.
A ritidoplastia, conhecida também como facelift, é a cirurgia que atua exatamente nessa camada profunda. Por meio de uma técnica refinada e cuidadosamente planejada, reposiciono os tecidos do rosto e do pescoço, suavizo as rugas estáticas e restabeleço o tônus facial de forma natural. O resultado não é um rosto diferente. É o seu rosto, em uma versão mais descansada, mais firme e mais coerente com a vitalidade que você sente por dentro.
Portanto, se você chegou até aqui pesquisando sobre esse procedimento, continue lendo. Vou explicar como funciona, para quem indico, como é a recuperação e o que você pode esperar de resultado.
O que é a ritidoplastia e como ela age nos tecidos do rosto
A ritidoplastia é uma cirurgia plástica voltada para o rejuvenescimento facial profundo. Diferente dos procedimentos minimamente invasivos, que atuam principalmente na superfície da pele, a ritidoplastia age nas camadas mais profundas do rosto, especificamente no sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido como SMAS.
O SMAS é uma estrutura de tecido fibroso e muscular que sustenta os tecidos do rosto. Com o envelhecimento, ele perde tensão e descai, levando junto a pele e a gordura facial. Por isso, quando trabalho apenas com a pele, o resultado tende a parecer artificial e dura pouco tempo. Ao reposicionar o SMAS, o rejuvenescimento é mais natural, mais duradouro e muito mais harmonioso.
Na prática, a ritidoplastia corrige:
- * Flacidez profunda do rosto e do pescoço
- * Sulcos nasolabiais acentuados (as linhas que vão do nariz até os cantos da boca)
- * Jowls, ou seja, o afundamento dos tecidos na região da mandíbula que apaga o contorno do queixo
- * Flacidez e excesso de pele no pescoço, incluindo as chamadas “bandas platismais”
- * Descida dos tecidos da região malar (maçã do rosto)
- * Rugas estáticas presentes mesmo com o rosto em repouso
Além disso, em muitos casos combino a ritidoplastia com outros procedimentos, como a blefaroplastia e a lipoenxertia facial, para um resultado ainda mais completo e equilibrado.
Conheça mais procedimentos de rejuvenescimento facial.
Ritidoplastia: para quem indico esse procedimento
Indico a ritidoplastia para pacientes que apresentam sinais de envelhecimento facial profundo que já não respondem de forma satisfatória a tratamentos não cirúrgicos. Em geral, são pacientes acima dos 45 anos, embora a indicação dependa sempre da avaliação individual, não de um número específico.
O perfil mais comum que encontro no consultório é o de mulheres que já tentaram fios de sustentação, toxina botulínica e preenchedores, obtiveram bons resultados por um tempo, mas perceberam que esses recursos não conseguem mais acompanhar o grau de descida dos tecidos. Ou seja, chegou o momento em que apenas a cirurgia oferece o resultado proporcional ao que incomoda.
Além disso, indico a ritidoplastia para pacientes que apresentam:
- * Flacidez significativa na região do pescoço e mandíbula
- * Perda de definição do contorno facial inferior
- * Sulcos profundos que não respondem ao preenchimento
- * Incômodo com o aspecto envelhecido ou cansado do rosto, mesmo estando bem de saúde
Por outro lado, oriento que a paciente esteja em boas condições clínicas, sem doenças não controladas, e que não fume ou esteja disposta a suspender o tabagismo antes e após a cirurgia. Afinal, o tabagismo compromete a cicatrização e aumenta significativamente o risco de complicações em cirurgias de pele.
Como realizo a ritidoplastia: do planejamento ao centro cirúrgico
Antes de tudo, o planejamento da ritidoplastia começa muito antes da cirurgia. Na consulta, analiso o grau de flacidez, a qualidade da pele, a distribuição de gordura facial, o posicionamento dos tecidos profundos e a relação de todo esse conjunto com a estrutura óssea do rosto. Dessa forma, defino a técnica e o traçado das incisões que melhor se adaptam à anatomia de cada paciente.
A cirurgia acontece sob anestesia geral e dura em média de três a cinco horas, dependendo da extensão do tratamento e dos procedimentos combinados. Realizo as incisões em regiões estrategicamente escolhidas para que as cicatrizes fiquem ocultas: ao longo das dobras naturais em frente e atrás da orelha, dentro do couro cabeludo e, quando necessário, na região submentoniana, ou seja, logo abaixo do queixo.
Em seguida, acesso o SMAS, reposiciono os tecidos profundos no vetor correto e fixo essa nova posição com suturas internas. Portanto, não puxo apenas a pele. Trabalho na estrutura que sustenta tudo, o que garante um resultado natural e duradouro.
Após o reposicionamento dos tecidos profundos, retiro o excesso de pele com precisão milimétrica. Nessa etapa, o cuidado com a quantidade certa a remover é fundamental para que o resultado não apresente aquele aspecto de “rosto esticado” que tanto preocupa as pacientes.
Cicatrizes da ritidoplastia: invisíveis por planejamento
A preocupação com cicatrizes é absolutamente legítima, e por isso dedico atenção especial ao traçado de cada incisão desde o planejamento.
Na ritidoplastia, posiciono as incisões ao longo das dobras naturais em torno da orelha, dentro do tragus, ao redor do lóbulo e atrás da orelha, seguindo para o couro cabeludo. Dessa forma, as cicatrizes ficam naturalmente escondidas por estruturas anatômicas e pelo cabelo.
Com o passar dos meses e os cuidados adequados no pós-operatório, como uso de protetor solar e produtos cicatrizantes específicos, essas marcas amadurecem e tornam-se praticamente invisíveis. Afinal, uma boa ritidoplastia não deve ser percebida por ninguém. O que as pessoas ao redor notam é que a paciente está mais jovem, mais descansada, mais bem. Não que ela operou.
Recuperação da ritidoplastia: fase a fase
A recuperação da ritidoplastia exige um período de repouso mais prolongado do que procedimentos menores, o que é natural dado o alcance da cirurgia. No entanto, com planejamento e suporte adequados, esse processo é tranquilo e bem tolerado.
- Primeiros dias: prescrevo medicações para conforto e oriento repouso absoluto com a cabeça elevada. Aplico curativo e drenos, que retiro em consulta de revisão nos primeiros dias. O inchaço e os hematomas são intensos nessa fase e fazem parte do processo normal de recuperação.
- Após 7 dias: retiro os pontos externos e avalio a cicatrização. O inchaço começa a reduzir de forma perceptível. A maioria das pacientes já se sente confortável para circular em ambientes fechados com familiares.
- Após 15 dias: boa parte do inchaço já se dissipou. Nessa fase, as pacientes geralmente retomam atividades cotidianas leves e trabalho em home office sem dificuldades.
- Após 30 dias: libero o retorno ao trabalho presencial e às atividades sociais. O resultado já está bem visível, embora o inchaço residual ainda esteja presente em graus mais sutis.
- Após 60 dias: libero atividades físicas leves com progressão gradual.
- Resultado final: o resultado definitivo se consolida entre seis meses e um ano após a cirurgia. Portanto, avalio o resultado final apenas após esse período, quando os tecidos estabilizaram completamente e as cicatrizes atingiram sua aparência madura.
Resultado natural: o grande compromisso da ritidoplastia bem feita
Quando as pacientes chegam ao consultório para perguntar sobre ritidoplastia, uma das primeiras coisas que dizem é: “Não quero parecer que operei.” Essa preocupação é completamente legítima e, na minha prática, é exatamente o ponto de partida de todo o planejamento.
O aspecto artificial que algumas pessoas associam ao facelift, aquele rosto excessivamente esticado, com expressão engessada e cicatrizes mal posicionadas, é resultado de planejamento inadequado ou de técnicas que trabalham apenas com a pele, sem respeitar os tecidos profundos. Quando reposiciono o SMAS no vetor correto e retiro apenas o excesso real de pele, o resultado conversa com a anatomia da paciente, não contra ela.
Nesse sentido, uma ritidoplastia bem executada não envelhece. Ao contrário, ela permite que o rosto continue envelhecendo de forma graciosa a partir de um ponto de partida mais jovem e equilibrado. Além disso, o resultado dura em média de sete a dez anos, dependendo do estilo de vida, da genética e dos cuidados com a pele ao longo do tempo.
Portanto, o compromisso que assumo com cada paciente é claro: um rosto que pareça seu, só que mais jovem. Não um rosto diferente.
De forma geral, conforme reforçam as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a ritidoplastia figura entre os procedimentos de rejuvenescimento com resultados mais duradouros e índices elevados de satisfação quando realizada por cirurgião habilitado e com planejamento individualizado.
Perguntas que minhas pacientes mais fazem sobre ritidoplastia
Qual é a diferença entre ritidoplastia e lifting com fios? O lifting com fios atua na superfície, reposicionando a pele por tração temporária. A ritidoplastia age na camada profunda do rosto, o SMAS, reposicionando os tecidos de sustentação com fixação cirúrgica. Por isso, os resultados da ritidoplastia são mais expressivos, mais naturais e muito mais duradouros.
Com que idade é ideal fazer a ritidoplastia? Não existe uma idade ideal universal. Indico o procedimento quando o grau de flacidez e descida dos tecidos já não responde aos recursos não cirúrgicos disponíveis, o que pode acontecer aos 45 ou aos 65 anos, dependendo da genética e do histórico de cada paciente.
Posso combinar a ritidoplastia com outros procedimentos? Sim, e em muitos casos o resultado combinado é mais harmonioso do que a ritidoplastia isolada. Combino frequentemente o procedimento com blefaroplastia, lipoenxertia facial e outros refinamentos, tudo planejado de forma integrada para que o rosto seja tratado como um conjunto.
Quanto tempo dura o resultado da ritidoplastia? Em geral, o resultado dura entre sete e dez anos. Após esse período, o envelhecimento continua, mas a partir de uma base mais jovem do que seria sem a cirurgia. Além disso, cuidados com a pele, proteção solar e tratamentos de manutenção prolongam ainda mais a qualidade do resultado.
A ritidoplastia altera minha expressão facial? Não, quando bem planejada. O objetivo central do procedimento é reposicionar os tecidos, não alterar a expressão. Portanto, você deve continuar parecendo você mesma, apenas mais jovem e mais descansada.
Ritidoplastia no Rio de Janeiro: técnica profunda, resultado humano
Atendo em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e atuo também em hospitais de referência como o INCA, o Hospital Andaraí e o Hospital Mário Kroeff. Essa experiência em ambientes de alta complexidade me ensinou que os melhores resultados em cirurgia plástica nascem da combinação entre rigor técnico e escuta real.
Na consulta de ritidoplastia, não começo pelo procedimento. Começo pela paciente. Quero entender o que a incomoda, há quanto tempo esse incômodo existe, quais expectativas ela traz e o que seria, para ela, um resultado ideal. Dessa forma, o planejamento nasce de uma conversa verdadeira, não de um protocolo genérico.
Afinal, o rosto é a região mais expressiva e mais identitária do corpo humano. Portanto, operar o rosto exige, acima de tudo, responsabilidade com quem está à minha frente.
Agende sua avaliação: dê o primeiro passo com segurança
Se você chegou até o final deste artigo, provavelmente já sabe que a ritidoplastia pode ser o caminho que você está buscando. O próximo passo é simples e sem compromisso: uma conversa.
Na consulta de avaliação, examino o seu caso com atenção, apresento as possibilidades reais para o seu rosto e respondo cada dúvida que você trouxer. Além disso, construímos juntas um plano que respeite a sua anatomia, a sua história e o seu tempo.
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Estou aqui para caminhar com você nessa decisão.