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Mastopexia: levantamento de mama com ou sem prótese, o guia completo para tomar sua decisão com segurança

Existe uma queixa que escuto com frequência no consultório, especialmente entre mulheres que já passaram pela gestação e pela amamentação: a sensação de que a mama não é mais a mesma. O volume diminuiu, a posição mudou e aquele colo que um dia existiu foi ficando cada vez mais distante. E junto com essa queixa, quase sempre, vem uma segunda: “Mas eu não sei se quero colocar silicone.”

Essas duas frases juntas resumem exatamente o universo da mastopexia. E é sobre isso que vamos conversar aqui, com clareza, sem pressa e sem jargões médicos desnecessários. Se você sente que suas mamas perderam a firmeza, a posição ou o volume que tinham antes, este artigo foi escrito para você entender suas opções, desde o que é a cirurgia até como é a recuperação, passando pela escolha entre fazer com ou sem prótese.

Portanto, continue lendo. Vou explicar tudo que você precisa saber antes de tomar qualquer decisão.

O que é a mastopexia e o que ela corrige

A mastopexia, também chamada de lifting mamário, é a cirurgia que trata a ptose mamária, ou seja, a queda das mamas em relação ao sulco inframamário. O procedimento remove o excesso de pele, remodela o tecido mamário e reposiciona o complexo aréolo-papilar para uma posição mais elevada e projetada.

É importante entender desde o início: a mastopexia, por si só, não aumenta o volume das mamas. Ela reposiciona o que já existe. Por isso, quando a paciente deseja ao mesmo tempo levantar e volumizar, combinamos o lifting com uma prótese de silicone em um único procedimento, a mastopexia com prótese.

O que causa a ptose mamária

A ptose mamária acontece porque as estruturas de sustentação da pele perdem elasticidade ao longo do tempo. Esse processo é natural, mas alguns fatores o aceleram de forma significativa:

  • Gestação e amamentação, que provocam variações intensas no volume glandular, estirando a pele progressivamente
  • Perda de peso significativa, que esvazia a mama e deixa excesso de pele sem sustentação interna
  • Envelhecimento natural, que reduz a produção de colágeno e a elasticidade cutânea com o passar dos anos
  • Ação da gravidade, que atua continuamente sobre os tecidos ao longo de toda a vida

Na consulta, avalio o grau de ptose com base em classificações clínicas padronizadas. Somente após essa avaliação defino a técnica mais adequada para cada caso.

Mastopexia tem indicação médica ou é só estética?

Indico a mastopexia tanto por razões estéticas quanto funcionais. Do ponto de vista clínico, a cirurgia é indicada quando a queda das mamas provoca desconforto postural, irritação ou dermatite nas dobras de pele e dificuldade no uso de sutiãs convencionais.

Do ponto de vista estético, as principais queixas que motivam a busca pelo procedimento são a queda do mamilo abaixo do sulco mamário, a perda de volume e projeção na parte superior da mama e a assimetria de contorno entre os dois lados.

Em ambos os cenários, o objetivo é o mesmo: restaurar a harmonia e o bem-estar da paciente.

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Mastopexia com ou sem prótese: como fazer essa escolha

Essa é, sem dúvida, a pergunta mais frequente nas consultas. E a resposta honesta é: depende do volume atual das suas mamas, do grau de ptose e do resultado que você deseja alcançar.

Antes de explicar cada opção, vale entender uma distinção fundamental:

A mastopexia reposiciona e remodela o tecido existente. Ela melhora o contorno e a posição da mama, mas não acrescenta volume. A prótese de silicone, quando colocada de forma isolada, aumenta o volume mamário, mas não corrige a queda. A mastopexia com prótese, por sua vez, combina os dois objetivos em um único ato cirúrgico.

Quando a mastopexia sem prótese é suficiente

A mastopexia sem implante é a escolha ideal quando a paciente já possui volume glandular adequado e deseja apenas corrigir a queda e recuperar a firmeza. Nesse caso, remodelo o próprio tecido mamário existente, dando uma nova forma mais cônica e projetada à mama, sem nenhum material artificial.

Por isso, o resultado costuma ser muito satisfatório, especialmente para mulheres que estão felizes com o tamanho natural dos seios e incomodadas apenas com a posição ou a flacidez. O grande diferencial dessa abordagem é a naturalidade: a mama moldada com o próprio tecido tem uma aparência e uma sensação muito orgânicas.

Quando a prótese é recomendada junto ao lifting

Indico o implante associado à mastopexia quando a paciente apresenta esvaziamento mamário, ou seja, perda de volume que aconteceu após a amamentação ou uma perda de peso expressiva. Nesses casos, o implante preenche o polo superior da mama, conferindo mais projeção ao colo, enquanto o lifting remodela a forma externa ao redor do implante.

Além disso, há situações em que as mamas se desenvolvem de forma assimétrica. Nesse cenário, posso colocar um implante apenas de um lado para igualar o volume enquanto realizo o levantamento em ambas.

A decisão entre as duas abordagens é sempre tomada em conjunto, durante a consulta, após uma avaliação detalhada de cada caso. Não existe resposta genérica, e qualquer orientação antes dessa avaliação seria superficial.

Técnicas cirúrgicas da mastopexia: entendendo as cicatrizes

A extensão da cicatriz depende diretamente do grau de ptose da mama. Quanto maior a queda, maior a necessidade de remoção de pele e, portanto, mais extensa a incisão. Sempre busco a técnica que oferece o melhor resultado com a menor cicatriz possível.

Periareolar

A cicatriz fica apenas ao redor da aréola, camuflada na transição natural entre a pele e a aréola. Indico essa técnica para ptoses leves, em que a quantidade de pele a remover é pequena.

Vertical (em pirulito)

A cicatriz envolve a aréola e desce verticalmente até o sulco inframamário. Indico essa técnica para ptoses moderadas, em que há necessidade de maior remodelamento do tecido.

Em âncora (T invertido)

A cicatriz periareolar se une à linha vertical e a uma incisão horizontal no sulco da mama. Indico essa técnica para ptoses severas, quando há grande excesso de pele a ser removido. Apesar de parecer intimidadora, a cicatriz em âncora, quando bem executada, tende a se tornar progressivamente menos visível com o passar dos meses.

Recursos cirúrgicos complementares: sutiã interno e alça muscular

Em casos selecionados, utilizo dois recursos adicionais que contribuem significativamente para a durabilidade e a qualidade do resultado:

sutiã interno é uma técnica em que o próprio tecido da paciente é utilizado para criar um suporte interno à mama, funcionando como um sustentáculo natural que mantém a posição elevada no pós-operatório e ao longo dos anos.

alça muscular é uma estrutura que contribui para a projeção central da mama, criando aquele colo marcado e com definição que muitas pacientes desejam. Além disso, a combinação desses dois recursos ajuda a manter o implante bem posicionado e a mama com aparência natural tanto em pé quanto deitada.

Mastopexia pós-gestação: um caso real que ilustra o poder da personalização

Quero compartilhar com você o caso de uma paciente de 42 anos que chegou ao consultório com um pedido muito claro: queria a mama elevada, com colo marcado, mas sem cicatriz na região medial. E conseguimos entregar exatamente isso.

A avaliação mostrou um quadro característico de ptose pós-gestação com uma particularidade importante: ela tinha pouca sobra de pele na região medial, a parte interna da mama, mais próxima ao esterno, e excesso de pele concentrado na região lateral, mais próxima à axila.

Essa distribuição assimétrica do excesso de pele foi determinante para o planejamento. Em muitas mastopexias, a cicatriz se estende para a região medial justamente para remover o excesso de pele nessa área. No caso dela, como esse excesso não estava presente nessa região, não havia necessidade de prolongar a incisão até lá. Ou seja, o pedido dela era tecnicamente viável, e isso ficou claro já na avaliação.

Ao término do procedimento, realizamos a mastopexia com uma prótese de 285ml, preservamos a região medial conforme o desejo da paciente e aplicamos o sutiã interno com a alça muscular para garantir a projeção e a sustentação necessárias. O resultado foi:

  • Cicatriz restrita às regiões onde havia necessidade real de remoção de pele
  • Sulco mamário elevado em 5 centímetros
  • Colo marcado e com definição
  • Mama firme, com boa projeção central e sem tendência a lateralizar

Esse caso ilustra bem algo que acredito profundamente: a mastopexia não é um procedimento padrão. É um planejamento construído do zero para cada mulher.

Confira também o artigo sobre mamoplastia de aumento ou escolha da prótese

Pré-operatório da mastopexia: o que fazer antes da cirurgia

O planejamento da mastopexia começa muito antes da sala cirúrgica. A fase pré-operatória é determinante para a segurança e para a qualidade da cicatrização.

Exames necessários

Antes da cirurgia, solicito uma série de exames para mapear o estado geral de saúde de cada paciente:

  • Exames laboratoriais: hemograma completo, coagulograma e glicemia
  • Avaliação cardíaca: risco cirúrgico com cardiologista, com eletrocardiograma quando necessário
  • Exames mamários: ultrassonografia ou mamografia recentes, essenciais para mapear a saúde do tecido mamário antes de qualquer intervenção

Cuidados essenciais antes da cirurgia

Alguns hábitos precisam ser ajustados antes da mastopexia:

  • Parar de fumar com pelo menos 30 dias de antecedência, pois o cigarro compromete a circulação e prejudica a cicatrização
  • Suspender medicamentos que alteram a coagulação, como aspirina e anti-inflamatórios, sempre sob orientação médica
  • Evitar bebidas alcoólicas nos dias anteriores ao procedimento
  • Fazer jejum completo de oito a doze horas antes da cirurgia
  • Aguardar pelo menos seis meses após o fim da amamentação antes de realizar o procedimento

Portanto, mulheres que planejam engravidar em breve devem, em geral, aguardar a gravidez e o desmame para então realizar a mastopexia. Realizar o procedimento após essa fase garante um resultado mais previsível e duradouro.

Recuperação da mastopexia: o que esperar em cada fase

A recuperação exige atenção e comprometimento. O pós-operatório bem conduzido é tão importante quanto a própria cirurgia para garantir a segurança do resultado e a qualidade da cicatrização.

Primeiros dias: é normal sentir inchaço, hematomas e uma sensação de tensão na região operada. Oriento o uso do sutiã cirúrgico sem aro desde o primeiro dia, de forma contínua, por 30 a 60 dias. Além disso, recomendo evitar levantar os braços acima da altura dos ombros nas primeiras semanas e restringir esforços físicos.

7 a 14 dias: retorno a atividades leves e trabalho sedentário.

30 a 45 dias: liberação para atividades físicas moderadas, como caminhadas.

60 a 90 dias: retorno a exercícios de maior impacto e atividades que envolvam a musculatura peitoral, sempre com autorização médica.

O resultado definitivo da mastopexia se consolida entre seis e doze meses após a cirurgia, quando o edema se dissipa completamente e as cicatrizes atingem sua maturidade. Com o passar do tempo e os cuidados adequados, elas tendem a clarear e se integrar naturalmente à pele.

Cicatrizes da mastopexia: como cuidar para o melhor resultado

A cicatriz é, sem dúvida, uma das maiores preocupações das pacientes antes de decidir pela mastopexia. É uma preocupação legítima, e gosto de conversar sobre ela com honestidade: toda técnica de lifting mamário deixa algum tipo de marca. O que varia é a extensão e, principalmente, como ela evolui com o tempo.

Para favorecer a cicatrização, as principais medidas que oriento incluem:

  • Proteção solar rigorosa nas cicatrizes durante os primeiros 12 meses
  • Uso de géis ou fitas de silicone, conforme orientação médica
  • Massagem cicatricial a partir da liberação médica
  • Abstinência do tabagismo no pré e no pós-operatório

Com esses cuidados, a tendência é que as cicatrizes clarifiquem progressivamente e se tornem cada vez menos visíveis ao longo dos meses.

Riscos e complicações: o que você precisa conhecer antes de decidir

Todo procedimento cirúrgico envolve riscos. A qualificação da cirurgiã e a escolha de um ambiente hospitalar adequado reduzem esses riscos de forma significativa, mas é importante que cada paciente os conheça antes de tomar sua decisão.

Entre as complicações mais comuns, na minha experiência clínica:

  • Inchaço e hematomas: esperados na fase inicial e que diminuem gradualmente com o tempo
  • Alterações temporárias na sensibilidade: a aréola e o mamilo podem apresentar maior ou menor sensibilidade nas primeiras semanas. Na grande maioria dos casos, a sensibilidade retorna gradualmente com o passar dos meses
  • Pequenas assimetrias: nenhuma mama é perfeitamente simétrica. Pequenas diferenças de contorno podem ocorrer e, em casos raros, podem exigir um procedimento de retoque
  • Abertura de pontos: mais frequente em pacientes que fumam ou que não respeitam o período de repouso
  • Cicatriz queloide: pode ocorrer em pacientes com predisposição genética. Histórico familiar de queloide é um fator de atenção relevante a ser discutido na consulta

Por isso, abordo todos esses pontos com detalhes durante a avaliação pré-operatória. Afinal, a decisão informada é parte fundamental de qualquer processo cirúrgico seguro.

De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a mastopexia deve ser realizada por cirurgião plástico habilitado, em ambiente hospitalar adequado, com protocolo de segurança rigoroso.

Perguntas que minhas pacientes mais fazem sobre mastopexia

A mastopexia interfere na amamentação futura? 

Na maioria dos casos, preservo os ductos de leite durante o procedimento, e a grande maioria das pacientes consegue amamentar normalmente após a cirurgia. No entanto, existem variáveis que podem influenciar esse resultado, como a técnica utilizada e as características individuais de cada mama. Por isso, se você planeja engravidar ou amamentar no futuro, esse é um ponto que discuto com atenção na consulta.

Posso fazer mastopexia e engravidar em seguida?

 A recomendação geral é aguardar. A gestação e a amamentação modificam o volume, a forma e a elasticidade das mamas, o que pode comprometer o resultado da cirurgia. Realizar a mastopexia após a maternidade tende a garantir um resultado mais previsível e duradouro. Porém, essa decisão deve ser conversada individualmente, levando em conta as circunstâncias e prioridades de cada paciente.

Qual a diferença entre mastopexia e mamoplastia de aumento? 

A mastopexia foca em reposicionar o tecido existente, corrigindo a queda. A mamoplastia de aumento, por outro lado, foca em adicionar volume por meio de prótese de silicone, sendo indicada para mamas com pouco volume mas sem ptose significativa. Quando há tanto queda quanto desejo de volumizar, as duas técnicas se combinam em um único procedimento.

O resultado da mastopexia é permanente? 

O resultado é duradouro, porém não permanente. Variações significativas de peso, novas gestações e o próprio envelhecimento podem, ao longo do tempo, afetar a elasticidade da pele e o formato das mamas. Manter um peso estável e adotar hábitos saudáveis contribui para preservar o resultado por mais tempo.

As próteses, quando utilizadas, precisam ser trocadas? 

As próteses modernas têm alta durabilidade e não precisam ser substituídas em intervalos fixos. Na minha experiência clínica, a troca é indicada apenas quando surge alguma alteração específica, como contratura capsular ou mudança no resultado estético que incomode a paciente.

A partir de que idade a mastopexia pode ser realizada? Em geral, o procedimento é recomendado a partir dos 18 anos, após a estabilização do desenvolvimento mamário. Cada caso é avaliado individualmente, considerando a maturidade física e emocional da paciente.

Mastopexia no Rio de Janeiro: técnica, segurança e escuta ativa

Atendo em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e atuo em hospitais de referência como o INCA, o Hospital Andaraí e o Hospital Mário Kroeff. Essa trajetória em ambientes de alta complexidade me ensinou que nenhuma cirurgia começa e termina na sala de operação. Ela começa na primeira conversa, quando a paciente me conta o que sente sobre o próprio corpo, e termina muito depois, no acompanhamento pós-operatório.

Acredito que a cirurgiã plástica ideal não é apenas tecnicamente competente. Ela escuta. E é justamente essa escuta que permite planejar uma mastopexia verdadeiramente personalizada, que respeita a anatomia de cada paciente, seus desejos e seus limites.

Afinal, cirurgia plástica bem feita não é sobre seguir um padrão externo. É sobre alinhar o corpo com o que você sente por dentro. E quando isso acontece, o impacto vai muito além do espelho. Aparece na postura, na autoestima e na forma como você se apresenta ao mundo.

Agende sua avaliação: o próximo passo começa com uma conversa

Se você chegou até o final deste artigo, já deu um passo importante: o de se informar. O próximo é conversar com uma profissional de confiança, sem compromisso, sem pressa, apenas para entender o que a mastopexia pode fazer pelo seu caso específico.

Na consulta, avaliamos juntas o seu caso, esclareço todas as suas dúvidas e apresento um planejamento honesto e personalizado para o seu objetivo.

Entre em contato e agende o seu horário:

📲 WhatsApp: (21) 97700-0487 📸 Instagram: @draisabellasousa

Estou pronta para te ouvir.

Isabella Sousa

Cirurgiã Plástica
Dra. Isabella Sousa Silva Lopes - Cirurgiã plástica

Cirurgiã plástica em Copacabana, RJ, com foco em cirurgia reparadora, mamoplastia, abdominoplastia e lipoescultura.

CRM: 520114039-6 | RQE 39718
CNPJ 46.879.096/0001-00

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